quinta-feira, 11 de junho de 2009

Está no sitio do Plenarinho, uma forma de falar as crianças todas as ações da Câmara.
http://www.plenarinho.gov.br/saude/Reportagens_publicadas/educacao-fisica-nao-e-so-competicao

O valor da Educação Física


Em 25 de maio de 2009.


Como você já deve estar careca de saber, a prática regular de uma atividade física ajuda a emagrecer e a deixar músculos e ossos mais saudáveis, além de deixar a pessoa mais resistente, disposta, concentrada... Nas escolas, então, a educação física e o esporte escolar podem ter ainda outro papel: melhorar o rendimento nos estudos.

É isso mesmo! Como explica Rossana Benck, especialista em Psicologia do Esporte e professora da Universidade de Brasília, a educação física ajuda os alunos a aprenderem melhor o conteúdo ensinado na escola. Isso porque, antes de aprendermos a falar, nos comunicamos com o corpo. -- É importante trabalhar o corpo primeiro, para aprender a lidar com ele. Depois é que podemos raciocinar melhor, ter mais atenção e mais concentração para aprender -- diz ela.


Para que essa aprendizagem seja bem eficaz, as crianças devem ter aulas de educação física desde cedo, de preferência já na Educação Infantil. E quanto mais as crianças têm essas aulas, melhor para elas. -- Quando a criança tem até 6 anos, é preciso fazer atividade física várias vezes por semana, para que ela possa desenvolver melhor o raciocínio -- explica a professora. -- Por exemplo, em países ricos como Canadá e Austrália, já se pensa em oferecer educação física todos os dias da semana. Aqui no Brasil, os alunos têm essas aulas, no máximo, duas vezes por semana.

Educação inclusiva
A educação física também pode ser muito interessante nas escolas inclusivas, que são aquelas que aceitam alunos com necessidades especiais (estudantes que usam cadeiras de roda para se locomover, por exemplo). No caso dessas crianças, a educação física pode ajudá-las a interagir com os outros alunos e ser uma maneira de melhorar a auto-estima e a coragem. -- Essas crianças precisam de estímulos o tempo inteiro. E quando isso acontece, elas passam a ter uma facilidade muito maior para aprender -- declara a professora Rossana.

Na infância
E como devem ser as aulas de educação física para crianças pequenas? Segundo a especialista, o ideal é que sejam trabalhadas habilidades fundamentais (mover os braços, andar, correr), para o aluno aprender como o ser humano se movimenta. O professor pode, então, usar cones, redes, bolas e paredes para criar diversas atividades. A plenamiga Gabriela Madureira, por exemplo, que estuda no 2º ano do Colégio Marista de Taguatinga, brinca com petecas e bambolês na educação física. -- Eu adoro as aulas. Não tem nenhum dia que eu não goste de fazer -- diz.


Em muitos casos, no entanto, não é isso que acontece. Pelo contrário, as crianças já começam jogando esportes, escolhendo times, aprendendo regras. Aquelas que têm menos jeito para os jogos esportivos acabam se sentindo tristes, envergonhadas ou humilhadas pelos colegas mais habilidosos. Muitos aluninhos demonstram o desejo de faltar às aulas de educação física.

Na opinião da ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei e presidente do Instituto Esporte e Educação, Ana Moser, o esporte na escola deve trabalhar a educação, e não a competição. -- A competição envolve exclusões, porque existem os alunos que jogam melhor e os que jogam pior -- explica ela.

A professora Rossana Benck concorda: -- Esse jeito de trabalhar a educação física não é legal. A criança é exposta muito cedo a comparações, a acertos e erros, a regras, a vergonhas. Para ela, é importante que o aluno desenvolva, primeiro, um conhecimento do próprio corpo e de seus limites. Só depois viria o jogo.

A Câmara e a Educação Física
A Câmara dos Deputados reconhece a importância da educação física. Para discutir esse tema e propor políticas públicas para um ensino de Educação Física com qualidade, foi realizado o “Seminário Educação Física e Esporte Escolar – Da formação à Competição”, que aconteceu no dia 13 de maio. A ideia de promover o evento foi do deputado Gilmar Machado, do PT de Minas Gerais.

Vieram para o evento professores e estudantes da área de Educação Física, além de instituições, deputados e pessoas da área de saúde. Durante o seminário, foi discutida a importância dessa matéria e propostas para deixá-la ainda melhor -- até porque o ano de 2009 foi eleito pelo Conselho Federal de Educação Física (Confef) como o "Ano Nacional da Educação Física Escolar".

A Associação Atlética de Santa Maria, do Distrito Federal, também trouxe representantes para participar do seminário. A entidade tem conseguido tirar crianças e jovens das drogas e da violência, oferecendo aulas de esportes à comunidade carente. Leia a nossa reportagem para se informar sobre o assunto.

Políticas públicas

Depois do seminário, o deputado Afonso Hamm, do PP do Rio Grande do Sul, presidente da Comissão de Turismo e Desporto, apresentou um documento chamado "Ações e Políticas Públicas para Educação Física e Esporte Escolar", fruto do seminário. No texto, a Comissão reconhece a importância de uma série de medidas, como: assegurar que os alunos do Ensino Fundamental tenham aulas de educação física pelo menos 3 vezes por semana; exigir a atuação de um profissional formado em Educação Física como professor; criar, ampliar e manter espaços adequados para a atividade física nas escolas, entre outras.

Além disso, está em estudo na Câmara o Projeto de Lei 4398 de 2008, que exige que os professores de educação física tenham ensino superior na área concluído. Segundo o deputado Eliene Lima, do PP de Mato Grosso, autor do projeto, o cuidado com a saúde e o desenvolvimento do aluno requer um profissional devidamente habilitado para dar as aulas. O Plenarinho já tratou desse assunto aqui.

E você, plenamigo, gosta das aulas de Educação Física? Escreva para nós e fique ligado no nosso portal. Quem sabe essas medidas que foram discutidas por aqui não viram leis e acabam fazendo parte do seu dia-a-dia?

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